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Ed11 - Psicologia

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Os filhos precisam dos pais para crescerem, mesmo dentro da empresa

Nesta edição quero conversar com vocês sobre um fato que vem me chamando muito atenção nos últimos tempos, em minha atuação profissional. Eu sou psicóloga, atuo em clínica, mas minha maior carga horária é dentro de empresas com cultura familiar. Normalmente sou convidada pelos filhos ou pelo próprio dono da empresa para realizar algum trabalho dentro dessas empresas. Inúmeras vezes eles não conseguem me falar o que querem e sim o que está acontecendo. Nesse momento, percebo o sofrimento dessas pessoas, tanto pais como filhos e entre irmãos.
A expressão é  ”se não fizermos alguma coisa temos medo de no futuro a empresa sofrer consequências ou nossa relação familiar se desgastar”.  Quando eles falam, quando chegam ao ponto de pedir ajuda externa para resolverem um problema de “dentro de casa” é porque o futuro já chegou, ou seja, a relação já está desgastada e a empresa já está sofrendo algum dano.

Meu primeiro contato sempre é com o dono/fundador da empresa, o qual normalmente é o pai. Se ele sentir e perceber o mesmo que os filhos, o trabalho será um sucesso, se apenas ele quiser, pode ser que o trabalho dê resultado, mas se só os filhos quiserem, não acontece o trabalho.
O pai é o pivô, o alicerce da estrutura da empresa e da família, é com a participação e consentimento dele que temos que intervir na empresa familiar. O pai é a autoridade, é quem toma a decisão final em qualquer situação de dúvida, é quem designa os filhos para as áreas de trabalhos, é que os ajuda a tomar uma decisão etc.

Se pararmos para pensar, o papel do pai dentro na empresa é exatamente a essência do papel do pai na família.   Os filhos precisam dos pais para aprender sobre sexo, precisam dos pais para os orientar sobre o mercado de trabalho, sobre um carro que querem comprar, quando dão algumas “cabeçadas” precisam dos pais para os ajudar a consertar etc.

Com todas essas semelhanças, conclui-se que o papel do pai na empresa ou na família é o mesmo.

Durante a experiência, percebo que em algumas famílias os pais exercem esse papel ou na empresa ou na família, mas é preciso que exerçam nos dois lugares: família e empresa. Onde ele não exercer existirá grandes problemas de conduta e de doença.

Presenciei situações em que os pais pedem que outros profissionais ensinem seus filhos a trabalhar dentro da própria empresa. Mas a tendência é não ter bons resultados.
Os filhos precisam da orientação dos pais para respeitar, como também precisam da confiança e da admiração do pai para voltarem no dia seguinte sentindo que cresceram.

Pais/empresários não abdiquem do que é seu. Seus filhos precisam de sua inteligência, de suas repreensões, de sua admiração, de suas regras, do seu empreendedorismo, de seu envolvimento na conduta e escolha, para poderem administrar o negócio da família.

Quando recebo esse tipo de situação, sempre digo que a melhor saída é fazer um diagnóstico da dinâmica de funcionamento da empresa e da família, e aplicar o programa de desenvolvimento individual para herdeiros (Coaching para herdeiros). É um curso de aproximadamente um ano, semanal, que lidamos com o herdeiro, como também com o pai. O objetivo é a aproximação das expectativas, desenvolvimento técnico e saúde das relações.

Se vocês quiserem conhecer um pouco mais sobre este tema, ou sobre o Coaching para herdeiros, é só escrever sua curiosidade para o e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


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