Escrito por Arthur Lopez
Uma big moto acessível aos mortaisQuem, entre os motociclistas, não sonha com uma moto carenada com estilo superesportivo? Mas com certeza este é um sonho distante para a maioria dos amantes das duas rodas, uma vez que esse estilo de moto só é encontrado em modelos com mais de 600 cilindradas, o que não seria um problema se os preços não partissem dos R$ 50 mil. Por ser uma alternativa a esse sonho se tornar realidade, a Comet GTR 250, da Kasinski, já se tornou a coqueluxe. Trata-se de uma moto com um público garantido que viu na GTR uma excelente opção de ter uma superbike gastando muito pouco. Oferecida a R$ 17.390 a GTR 2009 vem com carenagem integral, freio a disco duplo e traseiro, guidão esportivo e painel redesenhado.
Logo de cara a Comet GTR é encantadora. Quando foi lançada, durante a feira do setor no ano passado, não foram poucos os “experts” em motos que pensaram se tratar de uma 600cc. É lógico que se o piloto enrolar o cabo dificilmente vai chegar junto das autênticas superbikes. Mas a intenção da montadora não é disputar nas pistas e sim no mercado. A meta da Kasinski é popularizar as motos carenadas e, para isso, fica de olho no volume de vendas e não no velocímetro de seus modelos.
A expectativa de vendas da Kasinski é de 200 unidades por mês, mesmo se houver uma retração do mercado por conta da crise econômica. O motivo de tanto otimismo é a falta de concorrente da GTR no mercado nacional.
Disponível nas cores vermelho, amarelo e preto, a nova GTR é uma máquina para quem aprecia motocicletas esportivas, robustas e potentes. Com design arrojado e moderno, seu ponto alto é a carenagem integral que envolve todo o motor e oferece maior aerodinâmica em ruas e estradas.
A Comet GTR apresenta painel de instrumentos digital, oferecendo visualização mais clara e instantânea dos indicadores, característica de motos esportivas. Os faróis são de projeção direcional de duas fases e facilitam a visibilidade noturna. O assento ergonômico de dois níveis oferece comodidade ao condutor e ao garupa. O piloto dispõe ainda de pedal regulável com seis diferentes opções de posição.
Com motor DOHC (Double Over Head Camshaft) de quatro tempos e bi-cilíndrico em V, a Comet GT R possui potência declarada de 32,5 cv a 10.000 rpm e torque declarado de 2,27 kgf.m a 7.500 rpm. O conjunto mecânico apresenta partida elétrica, câmbio de cinco velocidades, embreagem de multi-discos banhados a óleo, rodas de liga leve, freios duplos com acionamento hidráulico e escapamento com ponteira 2 X 1 cromada.
A Kasinski se tornou pioneira e lançou motos únicas em determinados segmentos do mercado. A empresa monta motos em território nacional, porém, os projetos e a tecnologia, são feitos pela Hyosung, fábrica coreana que comercializa seus produtos em todo o mundo. Inclusive os motores das motos da Kasinski são ricos em tecnologia e é resultado de um acordo entre a Hyosung e a japonesa Suzuki.
A história da marca brasileira também é muito interessante. Em 1997, aos 80 anos, Abraham Kasinsky vendeu a Cofap, em Santo André, com 14 fábricas e um faturamento de mais de US$ 500 milhões, e partiu para um novo empreendimento: a Kasinski Fabricadora de Veículos, inaugurada em 1999 atua no ramo de veículos de duas e três rodas, como motocicletas, motonetas, ciclomotores e utilitários de pequeno porte.